Ano II N° 934,  Maceió, 04/09/2010   




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04/09/2010

Acesso às praias

 EDITOR

O assunto sempre domina as reuniões do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram), mas nem assim os casos param no Litoral Norte do Estado. Trata-se da obstrução do acesso de pedestres às praias de Maceió e do interior do Estado, um abuso que já dura mais de duas décadas e que cresce, cada vez mais, devido à exploração de toda a área que vai de Jacarecica a Paripueira, por empres ários e grupos hoteleiros. Já o Litoral Sul, menos explorado no trecho entre Roteiro a Pia- çabuçu, tende a ser interditado particularmente, como dá a entender os variados projetos de empreendimentos comerciais e hoteleiros para a região.

Nesta semana, preocupados com o possível fechamento de algumas avenidas litorâneas por parte de grupos hoteleiros, os moradores de Cruz das Almas se reuniram com a coordenadora do Núcleo do Meio Ambiente, a promotora Dalva Tenório e o promotor de Defesa do Meio Ambiente, Alberto Fonseca, para reivindicarem o respeito ao acesso às praias. O nível de organiza ção dos moradores do Litoral Norte tem tentado mudar esta realidade naquela região e pedem respeito ao Decreto Municipal nº 6.863/2008, que trata do plano de acessibilidade viária às praias do Litoral Norte de Maceió.

O pedido de acesso, por parte da comunidade, está garantida por meio de decreto. já a solicitação, por parte dos moradores, quanto à obra da quadra, esta já foi licitada e já foi dada a ordem de serviço inicial ao vencedor do certame ., explicou. O promotor ainda informou que a prefeitura tem até o final de 2011 para entregar a obra. Uma resolução do Cepram chegou até a definir que a cada 200 metros de todo o trecho do Litoral Norte e Sul deve ter um acesso para transeuntes, mas pelo que se nota a medida permanece na estaca zero.

A obstrução pode ganhar força a partir da segunda quinzena deste mês, quando começa a temporada turística do Estado e quando as vagas do setor hoteleiro do Estado começam a ser ocupadas. Faz mais do que necessário uma intervenção maior do Estado para solucionar a questão gerada entre empresários dos setores hoteleiro e as comunidades próximas às praias.

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