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04/09/2010
Artesanato Jaraguá vai fechar ANA PAULA OMENA Os 100 artesãos "Guerreiros de Alagoas" vivem novamente o drama de não ter para onde ir. Instalados em um espaço da União, na Praia da Avenida, agora se dizem perdidos. O motivo da angústia destes comerciantes é que o prazo determinado pela Justiça Federal para desocupação do espaço de Marinha, teria expirado ontem, restando para eles, uma alternativa paliativa: um pequeno espa ço da Praça Sinimbu, localizada no Centro de Maceió. A situação dos artesãos se arrasta desde 2005 quando o terreno do Cheiro da Terra foi incendiado, e eles acabaram perdendo tudo. De lá para cá, os comerciantes não conseguiram obter um espaço definitivo isso porque segundo eles faltam de recursos financeiros. "Sabemos que o terreno pertence à União, e eles querem que a gente desocupe, mas não temos para onde ir. São centenas de empregos diretos e indiretos que pertencem a pais de família" argumentou Zuleide Costa de Araú- jo, representante do Conselho Fiscal do artesanato de Jaraguá. De acordo com o artesão João Bosco, o artesanato de Jaragu á está numa área privilegiada para os turistas. "Recebemos cerca de dez mil turistas, e todos os que visitam a cidade, e que vão para o Litoral Sul passam por aqui. Depois que o artesanato chegou, houve também a valoriza ção do Memorial República dos Palmares que antes era totalmente esquecido. Quer dizer, demos vida a este lugar!", ressaltou. PREFEITURA Segundo o secretário Municipal de Planejamento, Mázio Duarte, a Prefeitura não tem obriga- ção legal com estes artesãos, até porque a situação deles é particular. "Porém, o prefeito à época se sensibilizou com a situação e deu mais um prazo. Infelizmente esta é a realidade! Até que se mude a alternativa, a única que temos é o espaço da Praça Sinimbu, onde fica o mercado de carros", concluiu o secretário de Planejamento.
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